quarta-feira, 30 de março de 2011

Bob Esponja, Crianças e Pesquisa

por Daniel Ogawa, Gabriella Di Grecco e Gabriel Negri

A Nickelodeon já fez parte da vida da maioria das pessoas lendo este post. Seja assistindo Kenan & Kel e Lendas do Templo Perdido, como eu, ou vendo Sabrina e Clarissa, a Nick sempre foi, junto do Cartoon Network, uma das principais opções na hora de ver televisão de milhares de crianças e pré-adolescentes. O que só pode significar uma coisa: a Nickelodeon entende, e muito bem, essas crianças. E isso se deve ao fato de ela realizar pesquisas como a Geração 5, que foi apresentada na sala de aula exatamente uma semana atrás pela gerente de pesquisa da Viacom, Beatriz Mello.


O primeiro passo nessa pesquisa foi desenvolver uma plataforma onde as crianças pudessem se expressar sem medo de ser censuradas, para que a pesquisa pudesse realmente entender como pensam as crianças dessa nova geração. A Nick desenvolveu, então, o CoNicktados, uma rede social fechada e exclusiva para crianças selecionadas, na qual a Nick podia propor e iniciar discussões e ouvir o que cada criança tinha a dizer. Com essa ferramenta, e com pesquisas de bancos de dados quantitativos, foram identificados cinco grandes temas que marcam a criança nos dias de hoje: alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade.


Sobre alimentação, ficou claro que as crianças são quem tem mais influência na hora de escolher alimentos como doces e bebidas, e são os adultos quem escolhem comprar frutas, legumes e carnes. Elas também têm o hábito de comer em frente à TV, e a maioria dos pais não acha que a TV interfira na alimentação dos seus filhos. Foi identificado também que as crianças costumam comer melhor quando fazem parte do processo de preparação da refeição, desde que o ato de cozinhar seja divertido e prazeroso.


Não é surpresa que as crianças estejam engordando. Com tantos alimentos processados e cada vez menos oportunidades de praticar atividades físicas, fica mais fácil para as crianças ganharam peso e saírem de forma. Mesmo assim, a grande maioria das crianças pratica atividades físicas com os amigos. O problema, então, está nos pais: cada vez menos pais usam o tempo livre para praticar esportes ou atividades físicas com seus filhos. E isso tem um impacto curioso: cada vez menos crianças sabem andar de bicicleta. Um hábito que foi por tanto tempo característica da infância está sendo substituído pela TV e pelo video-game.


A ecologia e o meio-ambiente são grandes preocupações das crianças. Apesar das crianças brasileiras serem as que menos se dizem preocupadas com esses assuntos na América Latina, elas sabem que é importante cuidar da natureza. Seu contato com a sustentabilidade se dá por meio dos seus pais, que além de ensinar, dão preferência à marcas com um discurso sustentável. Grande parte do aprendizado das crianças sobre esse assunto se dá na escola e pelos meios de comunicação, e isso gera um diálogo com seus pais, que nunca tiveram aulas sobre isso: metade das mães entrevistadas dizem que aprendem muitas coisas sobre reciclagem e meio-ambiente com seus filhos.


A criatividade entra também como algo importante na infância: ela ensina a criança a lidar com situações adversas, desenvolve a flexibilidade e a segurança e encoraja relações abertas e positivas com a realidade. O estímulo à criatividade acontece por meio de jogos e brincadeiras (como desenhar, ler e montar quebra-cabeças) e por meio da TV, da internet e de jogos eletrônicos.


Já a diversidade, talvez o fator mais importante na formação de um adulto, ajuda a criança a desenvolver tolerância e ajuda a evitar o estranhamento e a discriminação de coisas diferentes. Os pais e seus filhos se dizem abertos às diferenças mas, na realidade, pouquíssimas delas tem contato frequente com pessoas de diferentes religiões, classes sociais e até dificuldades físicas como problemas locomotivos ou visuais/auditivos.

A Nick observou muito bem as informações levantadas pela Viacom, e chegou às seguintes conclusões, que botamos em vídeo exatamente porque, pelo que aprendemos, quase todo mundo pulou a maior parte do texto e foi direto para ele.

Juventude 5.O

A evolução tecnológica que ocorreu nas últimas décadas teve impacto direto na maneira de pensar e agir de cada indivíduo na sociedade. Partindo desse pressuposto tornou-se necessário estudar a chamada “geração digital”, já que significou uma mudança abrupta do indivíduo em curto espaço de tempo. O que significa que para entender as crianças que nasceram em meio digital é crucial que nossos olhares sejam transparentes para que ocorra uma adaptação de costumes.


“Entender a criança pode gerar insights para as futuras gerações”, falou Beatriz Mello da Viacon Brasil. É evidente que toda a comunicação direcionada para uma geração que nasceu em uma era digital deve ser reformulada. As redes sociais, por exemplo, tornaram-se importante meio de pesquisa para entendimento dos públicos. A análise dessa geração é imprescindível para que a comunicação seja feita da forma mais precisa e favoreça o entendimento do público-alvo.



A fim de estudar as crianças dessa geração e entender o que passa pela cabecinha de cada uma delas, foi feita uma pesquisa pela Nickelodeon através de softwares de hábitos e consumos como Kiddos, TGI e Pesquisa Qualibest. Veja a pesquisa na íntegra pelo link: www.mundonick.com/geracao5


O resultado da pesquisa detectou cinco principais temas que marcam as crianças nos dias de hoje. São eles: Alimentação; Atividade Física; Sustentabilidade; Criatividade; Diversidade.

Em conjunto, esses temas, levaram a análise de que o consumo de calorias está aumentando e o gasto de calorias em atividades físicas diminuindo, o que está levando a um aumento na obesidade infantil. As pessoas estão mais engajadas e a educação está enaltecendo a sustentabilidade o que repercute em um mundo melhor. A criatividade ligada a ferramentas de fácil uso refletem em segurança. Por último, a discriminação está aumentando, já que essas crianças não têm contato com o diferente, o que pode aumentar a violência.

Descritas as características que são evidenciadas nas crianças da geração digital é evidente que nosso posicionamento como adultos também deve mudar. Devemos entender e acompanhar as mudanças para viver de forma mais harmônica. 


Geração 5



Se alguma empresa pensa em desenvolver um produto destinado ao público infantil, com certeza vão ser discutidos produtos como brinquedos, roupas, guloseimas e até alguns produtos tecnológicos, afinal crianças não precisam muito mais do que isso, certo? Errado. As crianças mudaram, e isso não quer só dizer que elas aprenderam a mexer com computadores, falar inglês desde cedo e fazer milhares de atividades. As crianças mudaram seus hábitos, gostos, preocupações.
            Segundo pesquisa realizada pela Nickelodeon (www.mundonick.com/geracao5) os principais temas que marcam uma criança atualmente são: alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade. Crianças são responsáveis por grande parte das marcas dos produtos consumidos em casa, cozinhar tornou-se um hábito de lazer entre pais e filhos, praticam menos esportes fora da escola, já possuem uma preocupação com o meio ambiente, ensinam seus pais sobre sustentabilidade, utilizam as mais diversas plataformas para se divertir e criar e, cada vez mais, possuem menos contato com o diferente. Tudo isso, se analisado a fundo, demonstra que existe um campo enorme a ser explorado pelas marcas, diversas oportunidades de serviços e produtos a serem desenvolvidos para esse novo público.
            Com o cenário apresentado pela pesquisa, nota-se uma oportunidade para que marcas utilizem-se  da imagem de personagens infantis com o intuito de apresentarem produtos e serviços direcionados as crianças de hoje e suas atuais necessidades. As marcas precisam parar de associar personagens infantis à somente guloseimas e passar também relacioná-los a frutas e legumes (como por exemplo a maçã da turma da Mônica ou o abacaxi do Bob Esponja). Hoje as crianças participam ativamente das compras de todos os tipos de produtos, e dessa forma, além da empresa trabalhar uma área pouco disputada e com um grande potencial de vendas, ela também estará agindo de forma responsável contribuindo para uma alimentação mais saudável.
            A necessidade de se desenvolver produtos e serviços seguindo os cinco valores infantis (alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade) ultrapassa uma obrigação comercial, onde aqueles que não se adaptarem, sucumbirão. E chega a ter a importância de possibilitar as empresas a auxiliarem no desenvolvimento e crescimento de um futuro melhor, proporcionando para o mundo uma nova geração que se alimenta melhor, tem uma rotina de atividade físicas ativa, se importa e ATUA de forma sustentável, é criativa e acolhe a diversidade como algo bom e valioso e não de forma preconceituosa.

Grupo: Andrey Varella, Gabriel Fernandes, Maria Fernanda Suñe e Welner Rodrigues CSO 6D

quarta-feira, 23 de março de 2011

Integração de plataformas: a nova tendência


                Não é novidade para ninguém que o mundo digital está ganhando força e que surgem novidades a cada dia. A espantosa evolução da tecnologia fez com que modelos tradicionais precisassem se reestruturar completamente em um curtíssimo espaço de tempo, e isso criou oportunidades para que novos negócios surgissem, como a integração da comunicação online e offline, também chamada de comunicação multiplataformas.
                O uso da internet teve um crescimento anormal se comparado com o principal meio de comunicação até hoje vista, a televisão. Esta ultima, demorou 50 anos para atingir 1 milhão de internautas, enquanto a internet, demorou apenas 3. O consumo de internet no Brasil é estimulado pelo Governo sendo isso um facilitador de acesso por parte das pessoas.



                                                
      
                Como pode-se observar nas figuras acima, o Brasil aparece como o décimo pais de maior consumo online.
              
  Com certeza essa interação entre o online e o internauta tende a crescer no mundo inteiro e já ultrapassa barreiras nunca antes pensadas. O contato é cada vez mais contínuo, chegando ao ponto de alguém estar conectado online durante 9 horas em um só dia, o que não acontece em nenhuma outra plataforma.

               
 
Analisando a figura ao lado, seguindo o sentido horário, a cor laranja descreve a faixa de horário que as pessoas costumam estar em casa, no carro, no trabalho e no restaurante. Quanto mais vibrante está a cor, maior a concentração de pessoas utilizando o meio. Como pode-se perceber, a última barra do ciclo representa o online, evidenciando que este é o único meio em que apresenta um contato continuo, independentemente do horário.
Vendo uma possibilidade de se desenvolver nesse meio, Alexandre Adoglio criou a Markitetus, empresa de planejamento de integração multiplataforma. Segundo ele, a comunicação somente offline deve se extinguir até 2020, data em que a comunicação digital ganhará sua maturidade plena. Sua empresa é um e-business que trabalha com marketing on e offline que almeja comunicar, ativar, engajar, vender e fidelizar.
                Para tangibilizar o que estamos falando, veja o video de uma das primeiras comunicações 360º feitas, desenvolvida pela agência Wieden + Kennedy para o filme Coraline:

                A grande vantagem de unir esses dois meios é impactar o consumidor de diferentes formas e de maneira mais coerente, além de proporcionar maior engajamento com a campanha. Cada plataforma serve de suporte para a outra. Elas agem de maneira complementar, reforçando a mensagem e melhorando o conteúdo.
                Um bom exemplo é o tão tradicional comercial de 30s na televisão. É nitido que, com o surgimento de sites como youtube e vimeo, o formato já está perdendo força, já que um vídeo no digital precisa de investimentos infinitamente menores e também tem duração muito maior. Além disso, o usuário está apenas há um clique de distância da compra, o que faz o meio digital unir tanto comunicação como venda.

                Não podemos descartar também o potencial de ferramentas como as redes sociais. As empresas ainda estão tentando entender como tirar o melhor proveito delas, mas vemos cada vez mais ações direcionadas para esse segmento vindas de grandes empresas, pois é a melhor maneira de estar em contato com novas gerações.

Atualmente, muitas empresas buscam a comunicação através de multiplataformas mas elas pecam na hora da integração. O correto seria alinhar todos os meios a uma única idéia, tornando-os independentes entre si, ou seja, uma pessoa deve entender o recado que a marca deseja passar mesmo que exposta a apenas uma plataforma. Como exemplo de uma marca que soube integrar sua comunicação, tem-se a Spicy.
Plano Spicy

A loja Spicy, através da agencia Markitetus, tinha o objetivo de comunicar a inauguração da primeira loja em território mineiro. Tendo barreiras como o regionalismo e o desconhecimento da marca, a estratégia usada foi a integração tanto da mídia off quanto on, criando uma unidade na mensagem através de canais diferentes.
Outra plataforma que o palestrante Alexandre Adoglio ressaltou foi a MOBILE. Atualmente, é a que mais cresce e e apresenta mais desafios e oportunidades. Um aparelho que no início só servia para fazer ligações tem hoje multifunções, como: agenda, calendário, despertador, câmera de vídeo e fotográfica, aparelho de mp3, jogos e agora, com o surgimento dos smartphones, aplicativos. Esses aplicativos permitem às empresas fornecer aos usuários diversos programas com diversas finalidades. Um exemplo é o iRadar, que mapeia todos os pontos de radar nas cidades do Brasil e avisa o usuário quando estiver próximo a um.


E por que os marketeiros estão abrindo os olhos para essa nova tendência? É uma nova maneira de expor marcas e ganhar valor com o consumidor. Disponibilizar um aplicativo, muitas vezes de graça e que tenha utilidade no dia a dia, ou que tenha um conteúdo interessante promove uma experiência com a marca através da interação e ela fica presente nas mentes das pessoas.
Ainda falando de mobile, não podemos esquecer que o acesso à internet nesta plataforma se desenvolveu muito nos últimos tempos. Hoje é possível acessar praticamente tudo pelo celular, inclusive redes sociais e sites de banco personalizados para o celular. O que antes só fazia ligações, hoje é uma ferramenta multifuncional e, mais importante ainda, portátil. A evolução da tecnologia digital nos permite hoje carregar em nossos bolsos o poder de acessar o mundo.
Dessa forma, é possível ver que investir somente em conteúdos offline não trará resultados. Pode-se ver que o que foi revolucionado pela campanha do Coraline há dois anos, tornou-se um modelo de sucesso que estimulou novos negócios como a agência Markitetus e novas formas inovadoras de estar em contato com o consumidor.


Grupo: Juliana Kimura, Luciana Selke, Luiza Cantanhede, Luiz Henrique Bin, Natalie Sung e Vitor Macedo CSO 6E

A Era da Convergência

No dia 16 de Março de 2011 Alexandre Adoglio, diretor de Planejamento Digital da Markitetus, ministrou na ESPM uma palestra sobre o papel do planejamento digital na integração da comunicação.
            
            Acompanhamos de perto o momento em que o online passou a permear as pessoas durante todo o seu dia, seja em casa, no trabalho ou em momentos de estudo. Essa tendência, obviamente percebida pelo mercado publicitário, passou a ser largamente utilizada em campanhas criadas para a comunicação de marcas. Com o aumento do uso do online e a tendência dos focos de comunicação se voltarem todos à ele, as agências perceberam que era hora de começar a utilizar esse canal de maneira integrada com os demais, criando uma multiplataforma de comunicação e o conceito de comunicação 360º.
            A partir dos anos 2000, o grande desafio do online marketing passou a ser integrar o que já não conversava nas campanhas, e para isso, diversas agências compraram agências menores focadas em internet: não bastava ser apenas uma ótima agência de mídia offline, as empresas precisavam aprender a se posicionar no mercado online da mesma forma que se posicionavam no mercado offline.
            Dessas premissas passaram a surgir as campanhas integradas, como o case Adidas da seleção de Rugby da Nova Zelândia. Criou-se uma campanha integrada para engajar a nação e motivar o time com os costumes Maori que os All Blacks se caracterizam por reproduzir antes de cada partida, que acabou não tendo apenas repercussão nacional, mas mundial.


(vídeo All Blacks Haka)


            A Adidas criou diversos aplicativos interativos do All Blacks para que os fãs interagissem com a marca pela internet e deixassem uma mensagem de força, apoio e motivação para o time que seguiria para a Copa do Mundo.


(vídeo Bonded by Blood)

             A gigante do mundo esportivo, no caso, instiga o torcedor a demonstrar o seu amor pelo time para que o time mostre seu amor pelo torcedor. A grande sacada no caso é o cliente e a marca interagirem em uma via de mão dupla: os torcedores, além de deixarem mensagens de apoio e motivação, tinham seu nome gravado na fibra da camisa dos jogadores, acompanhando-os assim nos jogos.



(vídeo this is not a Jersey)

             Esse é um dos cases de sucesso do formato de campanhas integradas que as empresas aspiram atualmente, porém, nem todas as marcas tem a sorte de ter um posicionamento já tão bem definido como a Adidas e trabalhar um produto que move a paixão de milhares de torcedores, como um time de rugby.

            Com o surgimento das mídias sociais o desafio das agências para posicionar as marcas é o de engajar os clientes, usuários ou prospects: através das redes sociais as empresas hoje começam a, ainda com alguma timidez, trabalhar e focar o branding no online através da estratégia a seguir:

            FOLLOW: com o intuito de despertar o interesse momentâneo, a empresa passa a disponibilizar conteúdos do interesse dos clientes para que, dessa forma e como estratégia de curto prazo, faça com que os interessados naquele tipo de conteúdo passem a “seguir” ou “curtir” a empresa.

            CREATE: dado o primeiro passo, é importante disponibilizar conteúdos relevantes para o público com uma peridiocidade ideal, ou seja, sem encher a página do cliente e sem deixá-lo se esquecer da marca. Cria-se conteúdos que a marca deseja que sejam associados à ela e que estimulem a interação com o usuário.

            ENGAGE: através dos conteúdos e ferramentas disponibilizadas, a marca foca seu trabalho em engajar seus clientes a disponibilizar o conteúdo para os que se relacionam com ele. Criam-se promoções, metas, aplicativos e maneiras diferentes de se oferecer benefícios para os que viralizam a informação.

            Para melhor engajar os clientes e usuários e seguindo uma nova tendência de mercado, o que vem como a nova plataforma digital é o mobile. Acredita-se que os tablets tem total condições de substituir os notebooks e netbooks, bem como percebe-se que cada vez mais o consumidor utiliza das mídias sociais e as redes sociais pelos smartphones. Isso se deve também à necessidade de imediatismo que o consumidor atual exige: com um smartphone você compartilha em real time as informações com seus amigos, disponibiliza conteúdo que julgue relevante ou se atualiza e se informa.

            As diversas maneiras de se prover informação e conteúdo para as pessoas hoje muda constantemente, mas a única garantia que temos para trabalhar marcas e produtos neste futuro próximo é de que a necessidade de informação e conteúdo jamais cessará.


(vídeo) MOCOM2020


Mariana Gonçalo e Eduardo Cecílio, CSOS6A

Estratégias digitais para resultados reais

A internet está vivendo um momento próspero e já ultrapassou barreiras antes pensadas serem intransponíveis. Porém, enquanto evolui, a internet depara-se com novos e cada vez mais complexos desafios.
Alexandre Adoglio, diretor de planejamento digital da agencia Markitetus, acredita que atualmente estamos vivendo uma mudança de nossos paradigmas, principalmente na forma de se relacionar com marcas e empresas. Novos formatos de mídias surgem a cada dia influenciando e fazendo o consumidor se adaptar a esses novos formatos online. “Foi realizada uma pesquisa que mostra o quanto o consumidor utiliza o digital em seu dia a dia, seja em microblogs, smartphones, internet, mp3 entre outras. Em média o homem está online 9 horas do seu dia”, disse Alexandre.
O online é formado por diversas ferramentas, como as mídias sociais, e-mail marketing, analitycs, gerações de leads etc. “O grande desafio do profissional de marketing digital é integrar essas ferramentas para que a campanha seja feita em 360˙”, completa Adoglio.
Houve uma mudança na cultura de comunicação, hoje para que uma marca consiga impactar o consumidor ela deve fazer campanhas que engajem este para que a mesma seja repassada á outras pessoas com objetivo de viralização rápida.  Além disso, diversas marcas estão utilizando a multiplataforma de comunicação que une o digital, a mídia e ferramentas below the line, em diversos pontos de contato para impactar de forma mais eficiente o consumidor.  Segue abaixo uma tabela de Multiplataforma de comunicação da agencia de Alexandre, a Markitetus:


A tabela mostra o momento onde a conexão entre on e off line transforma o modo como as pessoas produzem e são impactadas pela comunicação.
  A integração das mídias é o mais novo desafio das marcas e de seus planejadores. Toda a campanha deve falar a mesma “língua” nas diversas mídias que atua e mais do que nunca tentar integrar canal e comunicação. É neste cenário que duas poderosas ferramentas se juntam para o início do processo de integração: Mobile e Online.
Iphones, Ipads e smartphones em geral tornam-se o joystick da comunicação. Acompanham o consumidor de perto, passam a maior parte ligados e principalmente online. O Mobile é de fato o futuro e vem ganhando cada vez mais espaço na vida dos consumidores, afinal, não é comum observarmos pessoas andando com notebook embaixo do braço, porém, com um celular ao alcance das mãos, sim.
Além do engajamento, o celular pode levar a outros meios algo antes impensável: mensuração de dados, fator que pode tornar-se imprescindível no planejamento de uma ação futura.
 Um claro exemplo deste movimento é o caso da companhia de seguros belga Axa, que deu vida a um anúncio impresso. Na imagem da revista, parece ter acontecido um acidente de carro, e para o leitor saber a história do acidente é preciso integrar a peça com o aplicativo da empresa. O leitor posiciona seu Iphone sobre o anúncio e é surpreendido por um vídeo que contém imagens do acidente e que no final apresenta informações da empresa de seguros.
Outro caso recente é o da Volkswagen na Noruega, que proporcionou o 1° test drive em um anúncio impresso. Basicamente é um aplicativo para iPhone que usa realidade aumentada, permitindo fazer um pequeno test drive virtual de três características do carro dentro de um anúncio impresso. Ao passar o celular pela estrada do anúncio, um carro ocupa a tela e transforma o leitor em motorista.



A publicidade estática tende a se tornar dinâmica e interativa com essa integração e o celular tem um papel cada vez mais importante nesse "mix de linhas".
As marcas já perceberem a importância da integração de diferentes plataformas e se baseiam em três delas para realizarem uma campanha integrada: online, offline e presença(merchandising). È baseado nessa teoria que a marca Zorba inovou na sua campanha lançada recentemente e planejada pela Markitetus.
Com o slogan “Vá de zorba”, o objetivo é demonstrar as tecnologias, tendências e ousadias de cores e modelos que a marca lançou. A empresa quer transmitir a idéia de que o consumidor pode freqüentar diversos lugares com a Zorba, desde balada à uma aventura radical.
Para que essa idéia fosse transmitida de maneira pertinente e consiste, a agência Markitetus planejou uma comunicação digital variada redesenhando todo o site da marca e desenvolvendo um exclusivo para a campanha: www.vadezorba.com.br



Para integrar a campanha na comunicação offline, ativou-se mídia com a UOL em impactos para canais de esportes, games e parceiros, além de desenvolver e executar diariamente plano de links patrocinados para o Google e ferramentas de S.E.O. (Search Engine Optimization).
Para completar a campanha online, há ainda a administração de conteúdos de mídias sociais integrando os conceitos da campanha com os consumidores através de ferramentas de comunidades no orkut e facebook. Além disso, há um perfil da marca no twitter que ressalta o posicionamento da Zorba sobre atitude, comportamento e atividades culturais em geral que promovam o conceito Vá de Zorba.
Fica claro que a integração entre as diferentes plataformas estão se tornando ferramenta chave para que a marca consiga posicionar-se da maneira desejada.



Quando a integração vira conteúdo

Essa integração, quando bem elaborada, pode gerar novas oportunidades de negócios.  Já falamos de internet, mobile, redes sociais, comunicação online e offline, mas é importante destacar que o que as marcas estão desenvolvendo são produtos/serviços multifuncionais, integrados que funcionam de forma sinérgica e harmônica. Para exemplificar essa história, há um conceitos que vem ganhando espaço no setor publicitário: as narrativas transmidiáticas. Essas narrativas se desenrolam através de múltiplos suportes midiáticos (filmes, gibis, jogos, livros, aplicativos, site), fazendo com que cada formato complemente de alguma maneira o todo de uma história. Vale lembrar que esses formatos devem ser autônomos para que não seja necessário o consumidor ver um (filme/gibi/livro) para entender o outro. O acesso a mais formatos seria opcional complementando a história básica.

Um bom exemplo é a famosa saga do Harry Potter, de J.K Rowling, que, de mero livro tornou-se filme, jogos de computador, de game-boy, ou ainda a série Heroes composta por site, revistas, blogs, quadrinhos, jogos. São estratégias que propõe que o consumidor, cada vez mais informado pelos diversos suportes, não errará na compreensão da obra e irá para planos de conhecimento que outros, tendo acesso a apenas alguns formatos, não irão. O consumidor está em todo o lugar, e passa a acessar muitos meios e veículos inclusive vários ao mesmo tempo. Assim, esse tipo de comunicação reflete a necessidade da empresa atuar como um canivete multifuncional e estar conectada com o mercado a 360 graus seja por meios tradicionais ou não.





Alexandre Adoglio é atualmente diretor de planejamento da Markitetus. Formado e pós graduado pela ESPM, Alexandre passou por grandes empresas como: Camil e M.Officer. 

Sugestões de leitura complementar
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Editora Aleph, 2006.
CAVALLINI, Ricardo. Onipresente. São Paulo: Editora Fina Flor, 2009.
CAVALLINI, Ricardo. O marketing de depois de amanhã. São Paulo: Digerati Books, 2006.



Grupo:
Gabriel Nieto, Bruno Schwarzschild, Paolla Minotelli, Stephanie Figer e Thiago Campos - CSO 6D

quarta-feira, 16 de março de 2011

Storytelling - A arte de contar histórias





Transmedia Storytelling

A humanidade sempre caminhou lado a lado com as histórias. Desde o início, quando o homem das cavernas desenhava nas paredes representações do seu cotidiano ele já tentava registrar e compartilhar sua vida de alguma forma. Desde então nos envolvemos com histórias, sejam elas épicas e grandiosas, bobas e engraçadas, dramáticas e românticas, reais ou inventadas. Isso porque não é necessário que uma história seja real para ser fantástica; na verdade o que uma boa história precisa é de quatro elementos dos quais falaremos mais adiante.
O poder das histórias sobre nossas vidas é tão grande por dois motivos: o primeiro é elas são como metáforas de nossas próprias vidas que nos ajudam a compreender nossa natureza. Nós, seres humanos, temos a tendência a relacionar coisas; acreditamos que nada é por acaso, que tudo está ali e acontece de determinada maneira para que os fatos formem a história do jeito que ela é e isso nos ajude a compreender um pouco mais de nós mesmos. A outra razão é que as histórias estão presentes no nosso cotidiano de maneira avassaladora. Seja nos sonhos, no trabalho, quando vemos televisão, vamos ao cinema ou temos uma conversa. Enfim, nosso dia a dia é recheado de histórias e são elas que emprestam cor a nossas vidas; imagine como seria chato se nada acontecesse durante o dia, se não tivéssemos nada para contar, se não soubéssemos de nenhum fato novo.
Mesmo sendo tão apreciadas e valorizadas no nosso mundo, as histórias na publicidade ainda são curtas, mal aproveitadas ou mesmo sequer criadas. Isso porquê a cabeça do publicitário ainda é voltada para um modelo de negócio em que ele tem que estar preparado para ter várias ideias novas, geniais e que caibam em 30 segundos ou em uma página dupla. Quantos filmes publicitários já não vimos com uma grande ideia, grandes personagens e enorme potencial que morreu após os 30 segundos? Foi pensando nisso que surgiu o conceito de Transmedia Storytelling, cunhado por Henry Jenkins no livro Cultura Convergente. Nele ele explica que “Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta e valiosa para o todo”. Ou seja, para que uma história publicitária que geralmente morreria após 30 segundos se torne memorável e faça parte do contexto da empresa e da marca em questão é necessário enriquecê-la através de várias plataformas, dessa forma a marca se torna um conteúdo.
No contexto de Transmedia Storytelling o usuário se sente convidado a participar e assim a aprender e produzir novos conhecimentos. Ele vai querer saber mais sobre a história, não vai querer ficar passivo quando ele pode ser um membro ativo que entenderá melhor a história pois saberá mais detalhes sobre o tema ou mesmo que poderá contribuir para o final do enredo. Pioneiro no desenvolvimento do conceito, Jeff Gomez é considerado o maior nome da aplicação transmidiática. Ele é o responsável por expandir o universo ficcional de marcas com ótimas histórias como Coca Cola, Avatar, Piratas do Caribe e muitas outras. No Brasil, o conceito de Storytelling vem sendo aplicado por Marcelo Douek e sua equipe na Lukso. Seu objetivo é desenvolver histórias para marcas que desejam construir relacionamentos saudáveis e duradouros com seus consumidores. Dessa forma, a Lukso pega uma história já existente na empresa (ou cria uma nova que tenha a ver com seus valores) e a aplica em todos os pontos de contato com o consumidor; seja no nome até num universo virtual. Mas o fator mais importante para que esse envolvimento entre cliente e marca dê certo é ter uma boa história. E como criar essa história é a questão que trataremos agora, com os 4 elementos que foram citados anteriormente:
1.     Grandes personagens: Para a construção de uma boa narrativa é de extrema importância ter a definição do protagonista e entender que ele tem uma história pregressa, um passado que mostra parte de sua personalidade e de suas características. Fica evidente também que o personagem é composto pelas escolhas que ele faz e, ao longo da história deve haver uma consistência entre todos os fatores inerentes a ele.
2.     Conflito: Pode-se dizer que o conflito é a tradução do que o personagem deseja versus o que o impede de conseguir, isso acontece porque o mundo reage de forma inesperada, nem tudo sai como imaginamos que seria.
3.     Universo Ficcional: A história pode ser desde verídica à fantasiosa, mas em qualquer caso ela deve seguir um raciocínio coerente dentro do universo em qual foi criada.
4.     Trama bem estruturada: A organização da trama é essencial para que ela seja crível, assim como na vida real a história deve apresentar seus altos e baixos, já que é natural que haja oscilações na história.
A construção de uma boa narrativa não depende somente destes quatro elementos, a história deve ser inspiradora a ponto de cativar seus espectadores. Por isso, fica mais do que claro de que quando uma história é boa ela consegue envolver as pessoas criando uma ligação mais intensa entre o espectador e a mesma.
Conclui-se portanto, que mesmo cientes do poder de uma história, as empresas não conseguem aproveitar ao máximo seus benefícios. Contudo, com a força que o conceito de Transmedia Storytelling vem ganhando no mercado podemos esperar mudanças no comportamento da publicidade e na maneira que as empresas tratam suas marcas e as histórias que existem por trás delas. Com a maior integração dos meios de comunicação, com a crescente força das redes sociais e principalmente com a vontade do consumidor de se tornar mais participativo no relacionamento com as marcas é possível que nos próximos anos tenhamos diversas novas e boas histórias para contar e ouvir.

Débora Travassos, Michelle Hessel, Monique Coppio e Thaís Pirajá.

“A mágica do Era Uma Vez"



Era uma vez um contador de histórias mágicas; no início de sua carreira, suas histórias atravessaram os mares, mas ainda não eram grandes histórias. Ele sabia que por trás da vida de cada elemento do universo ele conseguiria achar a essência de contar uma grande história, mas, para isso, precisava achar as quatro fórmulas secretas escondidas na mais sábia montanha da consciência humana.
Sua jornada em busca das fórmulas começou atrás de alguém que pudesse ter as pistas corretas. O contador de histórias encontrou o Lukso,  um velho sábio que tinha milhões de histórias e segredos guardados: ele tinha o costume de contar meras histórias que poderiam não parecer tão surpreendentes, porém eram contadas de maneira extraordinária, uma maneira que somente esse velho sábio sabia contar. O senhor Lukso era um dos únicos seres humanos que conhecia a fórmula, e vendo que o contador de histórias tinha paixão e vontade em aprender ele decidiu contar todos os segredos de uma historia envolvente.
Sabiamente, o velho Lukso disse que a jornada de sua vida sempre foi em busca de grandes personagens, usava eles de maneira funcional com a história que ele queria contar, o personagem tinha o poder de fazer escolhas e era o motor da história. O velho lhe explicou que era necessário ter conhecimento sobre toda a vida de seu personagem, saber os motivos de suas ações e comportamentos.
O velho Lukso explicou-lhe também que em uma história é imprescindível um conflito. O personagem deve ter um objetivo e algo que o impeça de conquistar o que se quer. O velho sugeriu que o contador olhasse para sua vida e visse que há planos que não se concretizam, pois o mundo sempre reage de maneira inesperada e para que uma história seja entretida é preciso que tenha obstáculos e improvisos.
Lukso fez uma pausa em seu discurso, sentou em uma pedra e começou a pensar sobre o que mais poderia falar para ajudar o contador de histórias. Lembrou se da consistência que a história precisa para que as pessoas acreditem nela. A história tem que ser crível, pode ter lobisomens, dragões e tudo que estiver na imaginação de quem a está contando, porém todo o universo deve ser coerente para atrair atenção dos espectadores.
O velho olhou diretamente ao contador e disse que, por fim, toda história tem que ter uma trama, algo do mundo comum que sofreu alguma transformação ao longo da história.  A historia tem que ter um clímax, para depois ocorrer as mudanças nos personagens. Lukso então concluiu: toda história é simplesmente uma metáfora da vida, tem seus altos e baixos, algo que impede de conquistar o objetivo ou até mesmo os conflitos internos, uma verdade ficcional e uma trama; assim, os melhores contadores de história são aqueles que dão valor e observam os pequenos detalhes da vida.
Depois de longas horas de conversa, o velho Lukso, muito cansado, foi embora e deixou o contador de histórias pensando mais algumas horas em tudo que ele tinha dito, e foi aí que o contador de histórias teve um insight e começou a escrever enlouquecidamente sua nova história, já que tinha descoberto a fórmula mágica. Depois disso, o contador de histórias passou a escrever as mais mágicas e maravilhosas histórias, levando para milhões e milhões de pessoas suas mensagens. E não é que depois disso ele foi feliz para sempre...

FIM!
Nós pensamos em explicar todo o conteúdo da palestra de Marcelo, da empresa Lukso, de uma forma que ele fosse o personagem principal, que obtém grande conhecimento, por isso a idade e a experiência do velho Lukso.  E nós, alunos, representando o contador de histórias, interessados em aprender as metodologias necessárias para contar uma história e entreter ou os ouvintes ou os clientes de nossa marca.
Este curto vídeo que se segue retrata todos os elementos necessários da construção narrativa envolvente.


Primeiramente, mostra o caos em que a cidade se encontra. Logo em seguida, surge o personagem principal, observando toda a desorganização. Nota-se o conflito entre o que o personagem quer e o que o impede de conseguir. O menino tem como objetivo fazer com que os carros circulem; para isso, é necessário tirar um tronco de árvore que está no caminho. Ele tem a atitude de empurrá-la, mas não é suficiente para que a árvore se mova.
Mostra um universo ficcional, a cultura de um país e todas as pessoas caracterizadas coerentemente. Como se trata de um universo real, o menino sozinho não consegue retirar a árvore do meio do caminho.
As pessoas observam a atitude do menino, então começam as progressões dentro de cada um. De um mundo comum, agitado e ao mesmo tempo cômodo, todos sentem-se sensibilizados ao ver uma criança ter atitude de resolver o problema. Ocorrem as transformações internas e as pessoas vão ajudar o menino. Ou seja, há uma transformação no universo, que era cômodo e passou a ter iniciativa.
Este filme tem como objetivo transmitir uma mensagem, de que temos que tomar alguma atitude quando estivermos frente a frente a algum problema. Dessa forma, apresenta todos os elementos que o palestrante Marcelo ensinou.
Há também outros filmes que encontramos que possui um personagem principal, um conflito com o que o personagem quer e o que o impede de conseguir, um universo ficcional e coerente e, por fim, uma trama bem costurada.





O interessante do filme Dove é que a ideia tem continuidade para outros filmes, ou seja, não perderam a oportunidade de continuar a história, que foi um ponto abordado na palestra: há filmes que possuem histórias muito boas e interessantes, mas são aproveitadas apenas uma vez, e suas possíveis extensões são desperdiçadas. Deve-se continuá-las a fim de aproveitar melhor a ideia e envolver ainda mais o público com o que se está sendo contado.
Enfim, acreditamos que todos podem fazer uma boa história, com o auxílio de algumas regras que, se seguidas, determinam o sucesso daquilo que se conta. Uma história mágica pode ser contada por qualquer um, as histórias têm poder, só é preciso uma história na qual os outros acreditem, um personagem, um conflito, um universo e uma trama. Depois disso, só precisa de imaginação e uma folha para escrever a mais mágica das histórias.
Julia Marquezi
Juliana Garcia
Rafaella Arruda
Raquel Donati
Jena Shamns
Myna Obara

CSOS 6E