quarta-feira, 16 de março de 2011

Era uma vez uma história!


Oi, meu nome é Garrafinha, mas pode me chamar de Rafinha. Estou aqui porque tenho uma história para você. Ela não é um conto de fadas, não tem nada de fictícia (talvez), mas é a que melhor sei contar, é a minha história.
Eu nasci numa família meio complicada. Há trinta anos, existiam três amigos que eram quase irmãos. Eles faziam tudo juntos, e se divertiam demais, sempre com muita criatividade. Certo dia, eles começaram a brincar na cozinha, e pensaram em buscar o smoothie perfeito.
Foi nesse momento que eu comecei a ser gerado, em meio a muitas tentativas, mas sempre muito cuidado e dedicação. Meu nascimento, mesmo, foi na noite fria em que meus pais montaram uma barraca de smoothies em frente a um teatro de Londres, perguntando se deveriam ou não investir em mim. Ainda bem que fria mesmo foi só a noite, porque as pessoas, essas foram muito bondosas e acreditaram em mim, e assim eu vim parar nesse mundo.
O problema é que, por ter nascido dessa forma tão inocente, pela confiança das pessoas de bem, meus pais ficaram temerosos de que eu não sobrevivesse nesse mundo tão cruel e competitivo.
Por causa desse medo, eu tive uma infância diferente. Nunca me misturei com a maldade e malícia. Me mantive inocente, e assim me mantenho até hoje. Inocente. Não bobo.
Há alguns anos, eu estava cansado e até entendiado. Achei que ninguém acreditava em mim. Todos me viam como o tonto, sonso, bobo. E foi depois de quase jogar tudo para o alto que eu descobri algo que mudaria minha vida para sempre.
Minha vocação: salvar a humanidade da vontade de comer; logo comecei a colocá-la em prática e acabei ficando famoso devido aos meus muitos salvamentos diários, aí isso chamou a atenção de um canal de televisão e eles resolveram me filmar em ação; dá uma olhadinha!









Se você pensou que aprendi a lidar com o sucesso, se enganou. Meus pais, aqueles três amigos que falei no começo, perceberam que toda essa loucura de fama não tem muito a ver com o meu jeito de ser, então depois de muito pensar, resolveram criar alguns irmãos para mim.
Hoje somos uma família naturalmente feliz, que não duvido que ainda possa aumentar e ajudar ainda mais as pessoas. Na verdade, a história é bem mais comprida porque nem contei como aprendi certas coisas como voar, que por sinal é uma delícia.
Se eu contasse tudo de uma vez, minha história seria comum e não mais inesperada. Você não acha que não faria sentido sendo que eu mesmo nasci de uma brincadeira?
Bem, meu tempo também acabou, tem alguém precisando de mim agora, mas se você quiser me encontrar, já sabe quando eu apareço! Abraços fresquinhos!



Esta história é baseada no conceito de Transmedia Storytelling e no case 'Innocent Smoothies', a partir de palestra ministrada por Marcelo Douek na Escola Superior de Propaganda e Marketing, dia 01/03/2011; qualquer um pode contar uma história, mas é preciso saber realmente sobre o que se diz. E você, já sabe o que quer contar?


Bruna Mayo
Renata Provenzano
CSOS6A

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