quinta-feira, 14 de abril de 2011

FOX - Creative Solutions

Cobertura da palestra com Carlos Queiroz, produtor criativo da Fox.
A Fox Broadcasting Company é dona de canais como o Canal Fox, Mundofox, Canal FX, Fox Life, NatGeo, Speed e o recém nascido Bem Simples. Além disso, é responsável pela administração de duas das mais importantes redes sociais do mundo, MySpace e Facebook. Sem contar a divisão Fox Film Entertainment. 
Com todos esses canais e sites, um mundo de conteúdo e programações é gerado, e certamente são rentáveis para a companhia, mas a questão é que o potencial de cada um desses sites e canais podia ser mais bem aproveitado. É ai que o baiano Carlos Queiroz, entra na história. 
Sua função é identificar e criar oportunidades, envolvendo marcas e conteúdos. “A publicidade e o teor dos programas se misturam. O mundo não existe sem marcas. Você vai ao estádio de futebol, hoje, e vê marcas. É muito mais difícil apagá-las de um seriado do que mostrar as coisas como são’’, diz Carlos. Porém, sua preocupação vai muito além de encontrar um lugar adequado para comunicá-las nos programas, ele quer que sejam inseridas de forma sutil e natural, como ocorre no cotidiano das pessoas, sem que o telespectador sinta-se assistindo algo vendido.
O vídeo, abaixo, ilustra bem o tipo de “product placement” antipatizado pela Fox:


Esse tipo de “product placement’’, “na cara dura”, funciona para divulgar a marca, mas não gera nenhuma credibilidade nem para o anunciante nem para o canal, além de causar certo desconforto ao telespectador.
Foi com esse pensamento, que o produtor trouxe para sua apresentação exemplos da própria Fox, que provam que, esse tipo de comunicação, quando feita de forma sutil e bem elaborada causa muito mais impacto no consumidor.

O case:

A série Across the Amazon, do National Geografic, foi uma expedição de 70 dias, que mostrou a América do Sul de leste a oeste. Saiu da ponta Seixas, na Paraíba, e foi até a Ponta Talara, no Peru. Veículo utilizado: Toyota Hilux.
Como: Durante a exibição dos episódios, com 30 minutos de duração, o carro não protagonizava nenhuma das cenas, ou seja, nenhum enquadramento especial focando a marca ou o design foi feito. A marca, Toyota Hilux, era comunicada explicitamente, apenas, nos intervalos comerciais e nas vinhetas. Dessa forma, o consumidor associava a caminhonete do comercial com a caminhonete usada na série e via na prática os atributos do produto. Com essa exibição legítima, ou seja, mostrado o carro como qualquer outro não patrocinado, o consumidor sentia-se seguro para acreditar que aquela marca é realmente o que diz ser.   


 

Multiplataforma
Contudo, pensar em oportunidades para a empresa não se limita aos programas exibidos em seus canais. Devemos ir muito além e pensar no ambiente de múltiplas plataformas, em que o conteúdo de um filme, por exemplo, vira série animada na TV, web série, site, aplicativo para celular, social game, blog, aplicativo para o facebook e orkut, livros e assim por diante em uma lista que não tem fim.
Tudo, na tentativa de fazer parte da vida do consumidor de uma forma cada vez mais significativa.
 O mundo corporativo passa muito tempo preocupado em transformar o consumidor em números, taxas e estatísticas, o que é extremamente importante, mas mais que isso, o emocional e o comportamento desses consumidores, que acreditam e querem que seus personagens favoritos façam parte da sua história, é mais significativo. E, saber aproveitar as diversas plataformas que determinado consumidor tem acesso é tornar um personagem e as marcas inseridas em seu contexto, parte da vida desse consumidor por tempo indefinido.

As soluções multiplataformas de “branded content” podem seguir dois caminhos:

O primeiro é a criação de conteúdo exclusivo para o cliente, o que pode ser um evento, um concurso cultural, uma web série etc.
O outro é a compra de conteúdos de terceiros. Uma das vantagens deste é o custo mais baixo, já que o conteúdo está pronto. Porém, esbarra em uma série de limites legais.

Alguns exemplos de cases bem trabalhados, tanto multiplataforma, quanto inserção do cliente em um conteúdo relevante:

Case 1) Roda Gigante Nestlé
O case da Nestlé, da linha Fast, exemplifica bem como inserir a ação do cliente em um conteúdo de relevância, trabalhando também a multiplataforma, sem se tornar uma ação “forçada”. A marca levou para o SWU, festival musical com objetivo de educar e promover a sustentabilidade, uma roda gigante, que para fazer com que o brinquedo funcionasse era necessário que o público pedalasse em cinco bicicletas ergométricas instaladas no local. Ao pedalar, era possível carregar a bateria de seu aparelho celular. Dentro de uma cabine da roda gigante havia também talk shows que transmitiram ao vivo pela internet, via twitcam, através do Twitter da marca. A linha Fast contou ainda com um lounge no SWU, onde havia computadores com acesso à internet e máquinas de Pinbal. O espaço foi utilizado para os participantes publicar fotos, e comprovar que também contribuiu para a geração de energia no SWU.
O resultado foi além do esperado, a Nestlé inseriu sua marca no contexto do evento de tal forma, que se tornou uma das únicas empresas a ter exposição de marca durante reportagens da Globo, especialmente, em horário nobre.

VIDEO CASE


Case 2) Yahoo Social Bike

No ultimo ano a Yahoo! se engajou no projeto do dia mundial sem carro, através do Social Bike, uma plataforma de tecnologia e conteúdo para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte do nosso dia a dia.
A Agência Tudo, responsável pela campanha, desenvolveu um aplicativo que permite gravar e compartilhar rotas, fotos e vídeos através do Iphone em todas as redes sociais. A ação se estendeu para além da plataforma digital, a marca mobilizou diversas pessoas a um encontro, para fazer uma rota planeada de bicicleta, todos compartilhando sua rota e suas fotos simultaneamente. A genialidade da ação se estende a longevidade dela, o aplicativo se mantém, fazendo com que os próprios usuários sejam responsáveis por gerar conteúdo para alimentar o blog e todas as plataformas digitais utilizadas. Além de serem responsáveis por incentivar e entusiasmar as pessoas a se engajar a causa.

VIDEO CASE

Post Alunas:
Evelise Penitente Canali - 6A
Tayla Salum - 6A

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