quarta-feira, 6 de abril de 2011

Marketing esportivo, sustentabilidade e a ESPN





30 de abril. Era uma quarta-feira, para ser mais preciso. Geralmente às quartas, vamos embora da faculdade o mais rápido possível, afim de chegarmos a tempo em casa para vermos o final do futebol. Aquele dia era uma quarta-feira. Um dia de futebol. Perfeito para falarmos de Marketing Esportivo. E foi isso o que ocorreu. Aproximadamente às 21h30min, na sala C309, na qual Ana Lúcia Fugulin Ache iniciava a sua palestra sobre Marketing Esportivo e sobre o canal de esportes: ESPN.

Marketing Esportivo

Didaticamente falando, marketing esportivo é uma ferramenta que utiliza o esporte para gerar comunicação com clientes, colaboradores e comunidade. No Brasil, um país desportista, é evidente a sua força, sendo responsável a 3% do PIB brasileiro. Se transformássemos isso em economia de um país, essa estaria na décima sétima posição, portanto, um belo de um país.

No Brasil, esse tipo de marketing está passando por um processo de crescimento. Isso é refletido na valorização do Brasileiro, o campeonato nacional de futebol, o qual atualmente teve seus direitos vendidos a RedeTV, por um preço de R$ 516 milhões por temporada. Porém, isso se tornou uma polêmica entre os clubes e o Clube dos 13, e que está com um final longe de ser escrito. Mesmo assim, em 2009, o valor do Brasileirão era de 1,1 bilhões, e com essa possível nova política (atualmente uma polêmica), poderá equivaler às mais valiosas competições mundiais. Tudo isso, sem adicionarmos os ganhos com anunciantes, os quais pagam uma enorme fortuna para expor e relacionar suas marcas aos esportes.

Pode-se concluir que o marketing esportivo, não é apenas trabalhar por ter afinidade com alguma modalidade esportiva, afinal, esse oferece grandes investimentos e busca excelentes resultados.

A Polêmica do Brasileirão: blog que explica bem o que ocorreu. http://dilemascotidianos.blogspot.com/2011/02/reproduzo-abaixo-texto.html


ESPN - Sustentabilidade

A preocupação ambiental está diretamente ligada à prática de qualquer tipo de esporte, pois há uma grande interação e integração entre o atleta e o meio ambiente. Mas com a grande e constate degradação ambiental há uma redução de espaços limpos para a prática esportiva, que diminui o acesso a determinados esportes, assim por conseqüência diminuindo sua a participação e inclusão.  A sustentabilidade está assim surgindo como um assunto de extrema importância e seriedade para os praticantes de esporte.

Para seguir essas tendências sustentáveis no esporte, os clubes e as empresas de produtos esportivos, como Nike e Adidas, estão mudando sua visão sobre seus negócios e reinventado seus produtos. A Nike atualmente introduziu no mercado camisas de futebol feitas a partir da reciclagem de garrafas pet, que tornou a empresa a primeira no mundo a produzir uma camisa oficial sustentável para um clube. Outras empresas também estão formando parcerias com clubes visando à sustentabilidade, como a feita entre o Corinthians e o Banco Cruzeiro do Sul, desenvolvendo um projeto contra o aquecimento global, onde foram plantadas mais 18 mil árvores.

Essa introdução da sustentabilidade e responsabilidade social no cenário esportivo também afeta as empresas ligadas a sua transmissão como a ESPN que diariamente transmite notícias e eventos esportivos tanto na televisão como no rádio. A ESPN, além de produzir matérias ligadas à sustentabilidade e ações diversas também participa e cria projetos sociais como à Caravana do Esporte, parceria entre ESPN Brasil, UNICEF e Instituto Esporte e Educação, projeto que tem como objetivo promover a prática esportiva entre crianças e adolescente.

A sustentabilidade também afetará a próxima Copa do Mundo, que será realizada aqui no Brasil, com a construção de estádios com o selo verde, até agora apenas quatro arenas estão registradas para receber o selo de construção sustentável Leed, da ONG Green Building Council Brasil, para a Copa de 2014 são eles: o Mineirão (Belo Horizonte), o Vivaldão (em Manaus), o Verdão (Mato Grosso), o Mané Garrincha (Brasília). Os estágios Maracanã (Rio), Cidade da Copa (Recife), das Dunas (Natal) e Fonte Nova (Salvador), também dizem ter interesse em se tornar empreendimentos verdes.




ESPN + ESPN Brasil

Como principal objetivo, a empresa quer mostrar o esporte para as pessoas, não importa onde esteja. Ela busca criar um link direto entre a marca, o esporte e as pessoas, acreditando que hoje existem poucos temas que apresentam uma ligação tão forte com as pessoas, como o esporte tem.


Correndo atrás desse objetivo, a ESPN se manteve atualizada e presente nas diferentes mídias:

- Desde 1989: televisão
- Desde 2000: internet
- Desde 2006: celular
- Desde 2007: rádio e banda larga (ESPN 360)

Hoje, a ESPN no Mundo está presente em 34 redes de televisão, 340 milhões de domicílios. 201 países e 16 idiomas. Sendo resultado dessa mistura e miscigenação de culturas, a ESPN atualmente apresenta diferentes tipos de esportes, desde jogos de futebol americano e vôlei até movimentos mais underground, como o skateboarding. Hoje, a ESPN veicula os principais eventos esportivos do mundo, entre eles a UEFA Champions League, os campeonatos Espanhol, Italiano, Inglês e Alemão, NBA, Grand Slams de Tênis (US Open, Roland Garros e Australian Open) e Futebol Americano (NFL e Super Bowl), e os ESPN X Games. Além disto, já se consagrou com os grandes eventos como a Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Jogos Pan-Americanos.

No Brasil, em 1989, a ESPN foi o primeiro canal exclusivo de esportes e, atualmente, está presente em 3,5 milhões de lares. Além disso, possui três canais diferentes: dois normais e um em HD, sendo este último um canal 24 horas em HD.

A ESPN se diferencia da ESPN Brasil em alguns aspectos. Enquanto a ESPN está num pacote mais básico e possui uma audiência menor, a ESPN Brasil costuma estar em um pacote um pouco mais caro e com uma audiência maior. Além disso, a marca brasileira busca apresentar programas mais regionais e nacionais.
Hoje, o marketing da ESPN se relaciona com os consumidores, operadores (Net, TVA, Sky), anunciantes, fornecedores e funcionários. Nesse processo, no entanto, a maior prioridade é o fã do esporte, voltando as ações para o seu público-alvo e oferecendo um canal de esporte que se destaca entre os outros.


ESPN - Mídias Sociais 

A ESPN trabalha uma comunicação integrada nas redes sociais e, consequentemente, em toda arena digital de forma muito específica. Ao mesmo tempo em que os fãs gostam de uma maneira geral de esportes, cada um tem sua paixão por certa modalidade. No Brasil, há um Facebook que abrange todo conteúdo da ESPN (http://facebook.com/mundoespn) e depois um para atender as especificidades dos diversos fãs, por exemplo, a ESPN F1 (http://facebook.com/espnf1). 

Isso se aplica ao twitter também, há uma ferramenta “institucional” que abrange todo o conteúdo (http://twitter.com/ESPNBRA) e outras para atender esportes específicos – Twitter da NBA (http://twitter.com/NBABrazil). Ampliando o tema e abordando sobre a estratégia de Marketing Digital da ESPN, podemos destacar aplicativos para o iOS (Iphone) e Androide (Samsung, HTC, Motorola, etc), também com um “carro-chefe” sobre a ESPN de uma forma geral e aplicativos  para cada esporte.

Fica evidente que o apaixonado por esportes consegue ter conteúdo que, de fato, seja relevante para ele. A marca consegue entregar realmente informações de qualidades e conteúdos. Analisando de uma forma mais específica, o torcedor que está no estádio, e que normalmente acompanharia o jogo pelo rádio, hoje consegue acompanhar pelas redes sociais. A evolução dos smartphones e a integração das redes sociais permite cada vez mais que os fãs dos esportes recebam conteúdos que sejam somente do seu interesse. A ESPN consegue ter o que toda empresa, com uma boa estratégia de mídias sociais, deve ser: útil, acessível e, principalmente, relevante.



Grupo CSO6E.

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