A palestra que assistimos foi basicamente um resumo de tudo que já vimos em nossas aulas de marketing da faculdade, dessa vez com uma aplicação mais contemporânea e aplicando todos os conceitos aprendidos na realidade digital.
O palestrante começa sua exposição com uma reflexão sobre o consumo e como o comportamento define o que consumimos. Para que haja alteração no consumo, deve haver uma alteração no comportamento do consumidor. Para conseguir essa alteração de comportamento o produto deve oferecer uma oportunidade que justifique essa mudança. Assim que oferecemos uma oportunidade que seja interessante para o consumidor, possibilitamos uma mudança no seu comportamento. Achamos um comercial de cigarros da década de 70 que ilustra perfeitamente isso. O comercial de cigarros Camel propõe aos consumidores do concorrente que consumam o cigarro da marca durante 30 dias, para assim comprovar que ele é o melhor e por isso é o escolhido pelos médicos.
Ainda disso, vimos conceitos como a diferença entre os benefícios básicos de um produto e os benefícios emocionais que o seu conceito proporciona para o consumidor. O palestrante expôs muito bem essa diferença, dando ênfase em como os benefícios emocionais tiveram que mudar para acompanhar a freqüente mutação dos atributos funcionais, decorrida dos avanços tecnológicos dos últimos anos. Somos uma geração antenada nessa mutação e que absorve facilmente às novas alternativas que ela nos apresenta. Apesar disso, produtos com um benefício básico simples e imutável, como a Coca Cola, conseguiram sobreviver todos esses anos apenas de mudanças nos seus benefícios emocionais. Bessa chamou a atenção para esses benefícios emocionais como narrativas que nos são contadas. Da mesma forma como quando éramos crianças, uma narrativa que nos atrai, influencia nosso comportamento e conseqüentemente nossa forma de consumir.
O meio digital foi exposto pelo palestrante como um sucesso por ser um ambiente positivista, ou seja, uma situação ideal para uma marca abordar o consumidor. O facebook foi o exemplo utilizado para ilustrar esse universo ‘feliz’, positivista, onde todos são belos e amigos. O fato de não haver o ‘dislike’, botão para discordar do status de alguém, é uma prova disso. O meio digital também foi abordado como uma oportunidade de falar com um segmento mais específico. Por meio de blogs, comunidades fica mais fácil fazer uma comunicação dirigida ao seu público.
As exposições de Guilherme Bessa foram interessantes, e mostraram um outro lado dos conceitos aprendidos anteriormente, porem ficaram longe de serem novidades. Ele deixou claro que apesar do universo digital apresentar freqüentes inovações, esta cada vez mais difícil diferenciar o seu produto do concorrente e conquistar a atenção do consumidor por um período superior a 3s. Dessa forma concluímos que o marketing viral ainda está “engatinhando” e longe de ser entendido e utilizado no seu potencial máximo. Assim, é intrigante pensarmos em como vídeos, muitas vezes sem a menor pretensão de repercussão, se transformam em sucessos da internet. Finalizamos com um exemplo desses vídeos.
Bruna Lettiere
Marcos Botelho
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