quinta-feira, 12 de maio de 2011

Do Produto à Era Digital

       Na ultima quarta feira, a ESPM recebeu o gerente de marketing da Yahoo Alexandre Bessa para uma palestra sobre comunicação digital. Bessa explorou na palestra desde princípios básicos do marketing e do consumo até chegar às novas tendências digitais e virais. Ele começou a palestra explicando o impulso básico que nos faz consumidores, e para essa explicação, o palestrante usou teorias de Ian Pavlov, filósofo russo que entrou para a história por sua pesquisa: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento.
 

         Pavlov defendia a idéia básica de que condicionamento clássico consiste em que algumas respostas comportamentais que são incondicionados (reflexos inatos em vez de aprendidas), enquanto que outras são reflexos condicionados (aprendidos através da vivencia de situações agradáveis ou desagradáveis simultâneas ou imediatamente posteriores). Através da repetição consistente dessa vivencia é possível criar ou remover respostas fisiológicas e psicológicas em seres humanos e animais. Essa descoberta abriu caminho para o desenvolvimento da psicologia comportamental e mostrou ter ampla aplicação prática, inclusive no tratamento de fobias e nos anúncios publicitários.
 
Pavlov foi, portanto, o descobridor de umas das técnicas relacionadas com a variável mais importante do consumo nos dias atuais: o comportamento.


        
Segundo Bessa, todo comportamento humano provem de uma motivação acompanhada de uma oportunidade. Dependendo das vantagens da oportunidade, uma venda pode ser bem sucedida ou não.  O ato do consumo pode ser resumido simplesmente por símbolos emocionais que interferem na nossa maneira de ver o mundo e que o mundo nos vê, isso tudo transformado em um objeto ou serviço, algo compacto, algo que possa ser comprado. 

         No começo da vida da publicidade pelo que conhecemos, os produtos eram vendidos apenas pelos seus atributos intrínsecos, ou seja, as características que eram visíveis do produto, como um refresco gelado, doce e colorido. Com a descoberta dos impulsos motivadores do consumo, os publicitários passaram a usar dos valores extrínsecos, que são aqueles atribuídos a como o produto se localiza no mundo emocional. O refresco que antes era apenas doce, gelado e colorido, hoje em dia é uma crença coletiva de felicidade, sinônimo de bons momentos, boas companhias, comemorações e uma das marcas mais poderosas do mundo! Sim, é a Coca-Cola!  O produto em si não passa de um refresco gaseificado como qualquer outro, mas hoje ocupa um espaço emocional intangível na cabeça do consumidor, e é isso que a faz tão poderosa.

         Além disso, o palestrante também explorou a tendência digital no marketing. O mundo digital invadiu as vida dos consumidores tanto para o que estavam preparados para este salto quanto para os que não estavam tanto. As mídias digitais hoje em dia estão entre as mais poderosas e eficazes do mundo,
Em 1960, Marshall McLuhan eternizou a frase “O meio é a mensagem” e é impressionante como esse conceito se aplica exatamente no que o mundo vive hoje com a comunicação digital. Primeiramente a frase por ser um pouco complexa e confusa, mas ela se torna um pouco mais clara e objetiva ao ler essa explicação dada pelo próprio McLuhan:


“Enquanto suporte material da comunicação, o meio tende a ser definido como transparente, inócuo, incapaz de determinar positivamente os conteúdos comunicativos que veicula. A sua única incidência no processo comunicativo seria negativa, causa possível de ruído ou obstrução na veiculação da mensagem. Pelo contrário, McLuhan chama a atenção para o fato de uma mensagem proferida oralmente ou por escrito, transmitida pela rádio ou pela televisão, pôr em jogo, em cada caso, diferentes estruturas perceptivas, desencadear diferentes mecanismos de compreensão, ganhar diferentes contornos e tonalidades, em limite, adquirir diferentes significados. Por outras palavras, para McLuhan, o meio, o canal, a tecnologia em que a comunicação se estabelece, não apenas constitui a forma comunicativa, mas determina o próprio conteúdo da comunicação.”


 
         A internet traz consigo outra tendência de marketing que começa a dar seus primeiros passos: o marketing viral. Ele tem como ação básica criar através de redes sociais pré-existentes, aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia, o que explica o nome.
Os consumidores não tem a percepção da força dessa tendência nem o potencial da sua participação.  O marketing viral foi apresentado as pessoas de maneira natural, e aos poucos foi crescendo até se tornar o gigante em publicidade que conhecemos hoje. Facebook, twitter, e outras redes sociais em geral são instrumentos poderosíssimos de marketing que vão aumentar ainda mais sua potencia, assim que os consumidores enxergarem o verdadeiro conceito de marketing viral.








 Grupo 8: Ana Luiza Badan e Ana Carolina Menezes



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